\n'; document.write(barra); } } changePage();
|
|
||
| Noticias/Histórico/Títulos/Infra-estrutura/Horários/ Fotos/Atletas/Artigos/Links/E-mail |
||
|
Wilson Reeberg ASPECTOS MECÂNICOS ![]() Quando o remo está perpendicular ao barco (90° em relação ao eixo longitudinal do barco) a pressão que a água exerce sobre a pá é paralela à linha de avanço do barco. O trabalho produzido gera avanço do barco em linha reta. Quanto mais o remo se afasta da perpendicular, maior o percentual de trabalho usado para desviar o barco da sua reta. Esse percentual é maior no início da remada (quando a pá está à proa) do que no final (ré), devido à diferença de força do remador nestas duas posições, bem como ao fato de que a remada é mais longa na proa do que na ré. Do ponto de vista mecânico, a faixa entre 70 e 110° é a mais produtiva para o avanço do barco. ![]() ASPECTOS BIOMECÂNICOS A força das pernas é maior quanto maior for o ângulo coxas/pernas. À medida que esse ângulo diminui como na posição de ataque, por exemplo a força das pernas também diminui. No final da remada, a posição do remador é bastante forte: suas pernas estão estendidas, seus pés apoiados no finca-pés e seu tronco em posição de ?cabo de guerra?. Pelas razões expostas, o barco deve ser posto em movimento com uma série de remadas muito fortes. para vencer o estado de inércia em que se encontra, mas curtas na proa, para fazer o barco avançar sem desviá-lo da reta, e longas no final, para aproveitar que o remador está numa posição forte e que o final da remada interfere menos na reta do barco. Para que este objetivo seja alcançado, é preciso executar as ações e assumir as posições que produzam a máxima força e maximizem o desempenho do barco. ÂNGULOS DA REMADA, NA PARTIDA PREPARAÇÃO PARA A PRIMEIRA REMADA - Pés totalmente apoiados no finca-pés. - Todos os remos a 60° em relação ao barco (estamos dando 10° de ?desconto.? para a distância que a pá vai deslizar, até encontrar pressão na água). - Pás na vertical e muito bem cobertas. - Remos bem encostados na forqueta. - Carrinhos a ¾ de trilho. - Tronco ligeiramente à frente da vertical, com ombros paralelos ao remo. - Os dois braços totalmente estendidos nos cotovelos e nos pulsos. A PRIMEIRA REMADA Várias coisas devem acontecer sincronizada e simultaneamente: - ao sinal de partida, a pá deve ser bem afundada, para encontrar resistência (obtém-se isso levantando as mãos e levando os ombros para trás) - as pernas empurram firmemente contra o finca-pés, em sincronia com os movimentos para afundar a pá, descritos acima. A idéia é jogar todo o peso do corpo para trás. O carrinho não pode fugir. - É preciso gerar a máxima força possível. - No começo da remada, os braços continuam estendidos, apenas transmitindo a força das pernas e do tronco para a pá. Eles entrarão em ação à medida que a remada for se desenvolvendo. - Pernas, tronco e braços devem terminar juntos a remada. - O tronco não deve cair à ré, para que a próxima ida à proa seja muito rápida. MUITO IMPORTANTE: Na primeira remada, a água precisa ser ?espremida? e não ?espancada?. A guarnição precisa sentir o barco correndo avante, durante a primeira remada. Pressionar violentamente o finca-pés e puxar violentamente o punho do remo faz o barco que está parado - andar para trás e a pá deslizar muito na água. O barco não pode ser deslocado com trancos. A SEGUNDA REMADA Concluída a primeira remada, a ida à proa precisa ser muito rápida, para que a segunda remada comece antes que o barco tenha qualquer chance de perder velocidade. - carinhos a meio-trilho - remos a 70° em relação ao barco - no ataque, tronco ligeiramente inclinado à frente e menos virado para o remo do que na primeira remada. Braços totalmente estendidos nos cotovelos e nos pulsos, durante a primeira parte da remada. - Pés totalmente apoiados no finca-pés - Máxima força nas pernas - O tronco não deve cair à ré A TERCEIRA REMADA É praticamente a repetição da primeira remada, exceto pelo movimento do tronco, pois, devido à velocidade adquirida pelo barco (que reduz a resistência na pá) já não é necessário buscar a posição de cabo de guerra. O empurrão de pernas deve ser bem sincronizado com o movimento do tronco. - Todos os remos a 60° em relação ao barco QUARTA, QUINTA E SEXTA REMADAS A partir da quarta remada, a abertura vai aumentando. A quarta remada começa aos 55°, a quinta aos 50° e a sexta aos 45° em relação ao barco. Caso a guarnição esteja habituada a remar ainda mais longo, deverá continuar aumentando progressivamente o tamanho da remada. A velocidade crescente do barco fará diminuir o tempo gasto na passagem, apesar do maior comprimento da remada. CONSIDERAÇÕES FINAIS - Nas remadas de partida, o equilíbrio do barco e o sincronismo dos remadores são fundamentais. - Os finais das remadas devem ser fundos e apertados. - As mãos devem ser afastadas muito rapidamente. - Em provas de seniores, a partida representa cerca de 4% do tempo total da prova; em provas de masters (1.000 m), cerca de 8%. Nestas, as chances de corrigir erros de partida são muito pequenas. Este trabalho foi apresentado no Encontro de Treinadores, Atletas, Árbitros e Dirigentes do Remo, realizado em 29/9/01, no Alfabarra Clube, Barra da Tijuca, Rio de Janeiro.
ARTIGOS
Criada e desenvolvida por: Panayote Damilakos |